Fabricação de produtos químicos cai 6,64, diz Abiquim

Índice de produção teve retração de 6,64% no acumulado de janeiro a julho e o de vendas internas teve redução de 5,26%, em relação a igual intervalo de 2013

Indústria química: importações hoje representam parcela de 35% sobre demanda local

São Paulo - Os índices de volumes de produção e de vendas internas de produtos químicos voltaram a apresentar quedas em julho, puxando as médias acumuladas nos primeiros sete meses de 2014 para patamares negativos, conforme informações preliminares da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

O índice de produção teve retração de 6,64% no acumulado de janeiro a julho e o de vendas internas apresentou redução de 5,26%, ambos em relação a igual intervalo de 2013.

Também nos primeiros sete meses do ano, o Consumo Aparente Nacional (CAN) - indicador de demanda interna por produtos químicos de uso industrial (medido pela equação: produção + importação - exportação) - se manteve estável em relação a igual período do ano passado, com elevação de 0,2%.

Enquanto isso, como divulgado no mês passado, o volume de importações cresceu 11,6% de janeiro a julho, sobre igual período do ano passado.

As importações hoje representam uma parcela de 35% sobre a demanda local, o maior patamar registrado desde o início dos anos 1990, segundo a Abiquim.

O setor de manufaturados registra um de seus maiores déficits, de cerca de US$ 32 bilhões

Ainda de acordo com os dados da Abiquim divulgados nesta quinta-feira, 28, a utilização da capacidade instalada ficou em 78% na média dos primeiros sete meses de 2014, quatro pontos abaixo do nível registrado no ano passado, indicando elevação da ociosidade do segmento.

A diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, afirma, em comunicado à imprensa, que esses números são consequência da perda de competitividade da indústria química local e da fraca atividade econômica.

"Há muito tempo os produtos químicos não têm tido espaço para competir. O setor tem uma forte dependência em relação às suas matérias-primas, escassas no mercado doméstico e, em alguns casos, não competitivas", afirma a diretora.

Além disso, a Abiquim acredita que o desempenho negativo foi agravado pela crise energética, com os riscos de um eventual corte no fornecimento de energia, e pela possibilidade de falta de água.

"Esses problemas trazem insegurança e acabam encarecendo a produção do segmento, que opera em processo contínuo e não pode parar a produção de forma abrupta, sem um planejamento prévio", explica.

Dados de julho

O índice de produção de produtos químicos apresentou alta de 5,17% e o índice de vendas internas alta de 5,34% em julho na comparação com mês imediatamente anterior.

A utilização da capacidade instalada também apresentou melhora no mês passado, alcançando 81%, três pontos acima do resultado de junho.

Segundo a Abiquim, as altas são explicadas pela fraca base de comparação de junho, quando o desempenho foi afetado pela demanda desaquecida.

Nos últimos 12 meses, os resultados negativos se acentuam. A produção caiu 3,4% e as vendas internas recuaram 4,37%. Na comparação dos 12 meses anteriores, findos em junho, o recuo era da ordem de 2,9%.

As exportações caíram 9,5% e o volume importado aumentou 10,1% nos últimos doze meses.

"Além do aumento das importações, a dificuldade de colocação de produtos no mercado internacional evidencia a falta de competitividade", diz a Abiquim, em nota.

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